A Lei de Responsabilidade Fiscal mandou criar, em 2000, um conselho para fiscalizar o dinheiro público do país. Vinte e seis anos depois, ele simplesmente nunca existiu. Ninguém o revogou. Ninguém o instalou. E quase ninguém estranhou. Por que um país cria leis que não pretende cumprir — e por que isso não causa escândalo? Entre a Norma e o Jeitinho parte dessa pergunta incômoda para construir uma teoria original sobre como o poder realmente funciona no Brasil. Noah Blake mostra que, quando a igualdade da lei nunca veio acompanhada da igualdade das condições, a sociedade aprende a coordenar-se por outra via: não pela regra impessoal, mas pela relação; não pelo contrato, mas pelo contato. O livro percorre essa lógica em cinco movimentos. Começa no indivíduo — a plasticidade moral, a capacidade de transitar entre códigos conforme a ocasião. Passa pela cultura — a malandragem como modo de existir num jogo cujas cartas estão marcadas. Chega à política — por que o sonho da democracia deliberativa vira quimera no Sul global. E culmina em dois conceitos que são a contribuição central da obra: o poder convergente, a forma como facções acomodam seus interesses na sombra, longe do escrutínio público; e a arquitetura de circulação antiarbitrária, o conjunto de mecanismos que poderiam impedir essa convergência de virar monopólio. No coração do livro está um caso exemplar: os Conselhos de Gestão Fiscal que nunca saíram do papel. Não por acaso, nem por incompetência — mas porque sua existência exporia exatamente o que o sistema prefere manter oculto. Dialogando de igual para igual com Bourdieu, DaMatta, Habermas, O'Donnell e a ciência política comparada contemporânea, mas sem jamais se reduzir a eles, este é um ensaio de teoria política que se lê como uma investigação: rigoroso o bastante para a universidade, claro o bastante para qualquer leitor que já desconfiou de que, no Brasil, entre o que a lei manda e o que a vida faz, há sempre um intervalo — e que é nesse intervalo que mora o país. Uma teoria nova para uma velha pergunta: por que algumas instituições nascem mortas, e a quem isso serve.
Les informations fournies dans la section « Synopsis » peuvent faire référence à une autre édition de ce titre.
Vendeur : Grand Eagle Retail, Bensenville, IL, Etats-Unis
Paperback. Etat : new. Paperback. A Lei de Responsabilidade Fiscal mandou criar, em 2000, um conselho para fiscalizar o dinheiro publico do pais. Vinte e seis anos depois, ele simplesmente nunca existiu. Ninguem o revogou. Ninguem o instalou. E quase ninguem estranhou. Por que um pais cria leis que nao pretende cumprir - e por que isso nao causa escandalo? Entre a Norma e o Jeitinho parte dessa pergunta incomoda para construir uma teoria original sobre como o poder realmente funciona no Brasil. Noah Blake mostra que, quando a igualdade da lei nunca veio acompanhada da igualdade das condicoes, a sociedade aprende a coordenar-se por outra via: nao pela regra impessoal, mas pela relacao; nao pelo contrato, mas pelo contato. O livro percorre essa logica em cinco movimentos. Comeca no individuo - a plasticidade moral, a capacidade de transitar entre codigos conforme a ocasiao. Passa pela cultura - a malandragem como modo de existir num jogo cujas cartas estao marcadas. Chega a politica - por que o sonho da democracia deliberativa vira quimera no Sul global. E culmina em dois conceitos que sao a contribuicao central da obra: o poder convergente, a forma como faccoes acomodam seus interesses na sombra, longe do escrutinio publico; e a arquitetura de circulacao antiarbitraria, o conjunto de mecanismos que poderiam impedir essa convergencia de virar monopolio. No coracao do livro esta um caso exemplar: os Conselhos de Gestao Fiscal que nunca sairam do papel. Nao por acaso, nem por incompetencia - mas porque sua existencia exporia exatamente o que o sistema prefere manter oculto. Dialogando de igual para igual com Bourdieu, DaMatta, Habermas, O'Donnell e a ciencia politica comparada contemporanea, mas sem jamais se reduzir a eles, este e um ensaio de teoria politica que se le como uma investigacao: rigoroso o bastante para a universidade, claro o bastante para qualquer leitor que ja desconfiou de que, no Brasil, entre o que a lei manda e o que a vida faz, ha sempre um intervalo - e que e nesse intervalo que mora o pais. Uma teoria nova para uma velha pergunta: por que algumas instituicoes nascem mortas, e a quem isso serve. This item is printed on demand. Shipping may be from multiple locations in the US or from the UK, depending on stock availability. N° de réf. du vendeur 9798199412315
Quantité disponible : 1 disponible(s)
Vendeur : PBShop.store US, Wood Dale, IL, Etats-Unis
PAP. Etat : New. New Book. Shipped from UK. Established seller since 2000. N° de réf. du vendeur L2-9798199412315
Quantité disponible : Plus de 20 disponibles
Vendeur : PBShop.store UK, Fairford, GLOS, Royaume-Uni
PAP. Etat : New. New Book. Shipped from UK. Established seller since 2000. N° de réf. du vendeur L2-9798199412315
Quantité disponible : Plus de 20 disponibles
Vendeur : CitiRetail, Stevenage, Royaume-Uni
Paperback. Etat : new. Paperback. A Lei de Responsabilidade Fiscal mandou criar, em 2000, um conselho para fiscalizar o dinheiro publico do pais. Vinte e seis anos depois, ele simplesmente nunca existiu. Ninguem o revogou. Ninguem o instalou. E quase ninguem estranhou. Por que um pais cria leis que nao pretende cumprir - e por que isso nao causa escandalo? Entre a Norma e o Jeitinho parte dessa pergunta incomoda para construir uma teoria original sobre como o poder realmente funciona no Brasil. Noah Blake mostra que, quando a igualdade da lei nunca veio acompanhada da igualdade das condicoes, a sociedade aprende a coordenar-se por outra via: nao pela regra impessoal, mas pela relacao; nao pelo contrato, mas pelo contato. O livro percorre essa logica em cinco movimentos. Comeca no individuo - a plasticidade moral, a capacidade de transitar entre codigos conforme a ocasiao. Passa pela cultura - a malandragem como modo de existir num jogo cujas cartas estao marcadas. Chega a politica - por que o sonho da democracia deliberativa vira quimera no Sul global. E culmina em dois conceitos que sao a contribuicao central da obra: o poder convergente, a forma como faccoes acomodam seus interesses na sombra, longe do escrutinio publico; e a arquitetura de circulacao antiarbitraria, o conjunto de mecanismos que poderiam impedir essa convergencia de virar monopolio. No coracao do livro esta um caso exemplar: os Conselhos de Gestao Fiscal que nunca sairam do papel. Nao por acaso, nem por incompetencia - mas porque sua existencia exporia exatamente o que o sistema prefere manter oculto. Dialogando de igual para igual com Bourdieu, DaMatta, Habermas, O'Donnell e a ciencia politica comparada contemporanea, mas sem jamais se reduzir a eles, este e um ensaio de teoria politica que se le como uma investigacao: rigoroso o bastante para a universidade, claro o bastante para qualquer leitor que ja desconfiou de que, no Brasil, entre o que a lei manda e o que a vida faz, ha sempre um intervalo - e que e nesse intervalo que mora o pais. Uma teoria nova para uma velha pergunta: por que algumas instituicoes nascem mortas, e a quem isso serve. This item is printed on demand. Shipping may be from our UK warehouse or from our Australian or US warehouses, depending on stock availability. N° de réf. du vendeur 9798199412315
Quantité disponible : 1 disponible(s)
Vendeur : AHA-BUCH GmbH, Einbeck, Allemagne
Taschenbuch. Etat : Neu. Neuware - A Lei de Responsabilidade Fiscal mandou criar, em 2000, um conselho para fiscalizar o dinheiro público do país. Vinte e seis anos depois, ele simplesmente nunca existiu. Ninguém o revogou. Ninguém o instalou. E quase ninguém estranhou. Por que um país cria leis que não pretende cumprir - e por que isso não causa escândalo Entre a Norma e o Jeitinho parte dessa pergunta incômoda para construir uma teoria original sobre como o poder realmente funciona no Brasil. Noah Blake mostra que, quando a igualdade da lei nunca veio acompanhada da igualdade das condições, a sociedade aprende a coordenar-se por outra via: não pela regra impessoal, mas pela relação; não pelo contrato, mas pelo contato. O livro percorre essa lógica em cinco movimentos. Começa no indivíduo - a plasticidade moral, a capacidade de transitar entre códigos conforme a ocasião. Passa pela cultura - a malandragem como modo de existir num jogo cujas cartas estão marcadas. Chega à política - por que o sonho da democracia deliberativa vira quimera no Sul global. E culmina em dois conceitos que são a contribuição central da obra: o poder convergente, a forma como facções acomodam seus interesses na sombra, longe do escrutínio público; e a arquitetura de circulação antiarbitrária, o conjunto de mecanismos que poderiam impedir essa convergência de virar monopólio. No coração do livro está um caso exemplar: os Conselhos de Gestão Fiscal que nunca saíram do papel. Não por acaso, nem por incompetência - mas porque sua existência exporia exatamente o que o sistema prefere manter oculto. Dialogando de igual para igual com Bourdieu, DaMatta, Habermas, O'Donnell e a ciência política comparada contemporânea, mas sem jamais se reduzir a eles, este é um ensaio de teoria política que se lê como uma investigação: rigoroso o bastante para a universidade, claro o bastante para qualquer leitor que já desconfiou de que, no Brasil, entre o que a lei manda e o que a vida faz, há sempre um intervalo - e que é nesse intervalo que mora o país. Uma teoria nova para uma velha pergunta: por que algumas instituições nascem mortas, e a quem isso serve. N° de réf. du vendeur 9798199412315
Quantité disponible : 2 disponible(s)