Existe um instante, geralmente de manhã cedo ou tarde da noite, em que a casa silencia e o mundo lá fora parece ter parado di exigir algo de nós. É nesse instante que nos encontramos diante dele. O espelho.
Na maior parte do dia, nós o usamos com distração. Serve para conferir se estamos em ordem, para ajustar uma dobra da jaqueta, para maquillar um cansaço que não queremos mostrar. Nós o usamos para confirmar a imagem que decidimos vender ao mundo. Mas há um momento em que o olho para de deslizar sobre a superfície e afunda. É o momento em que você para de olhar para o reflexo e começa a olhar para quem está por trás dele.
O espelho é um limite. É uma superfície fria que, no entanto, devolve um calor assustador: a verdade de quem somos naquele preciso momento, sem os filtros das redes sociais, sem as desculpas que contamos aos amigos, sem as máscaras que usamos no escritório ou, quando estamos realmente em dificuldade conosco, até com as pessoas que amamos.
Olhar-se no espelho exige um tipo de coragem que não se ensina na escola, mas que se aprende lá onde tudo começa, quando somos crianças.
Quem temos à nossa frente enquanto crescemos é o nosso primeiro espelho; se ele for ausente, não nos permitirá ver a nós mesmos; se for hiperpresente, não nos permitirá olhar-nos a não ser através dos olhos dele, até que sejamos forçados a fazê-lo, talvez muito, muito mais tarde, para parar de sobreviver e começar a viver. Olhar-se no espelho é a coragem de ficar, de não desviar o olhar quando notamos uma ruga de expressão que não conhecíamos, o quando os nossos próprios olhos nos devolvem uma pergunta para a qual não sabemos a resposta.
O espelho não mente, mas também não é cruel; é apenas terrivelmente sincero. Reflete a espessura da nossa substância, ou a transparência da nossa ausência, ou a opacidade da nossa indecisão.
Neste livro, o espelho será o nosso companheiro de viagem. Cada capítulo, cada palavra que você encontrar, será um convite para levantar o olhar e confrontar-se com essa imagem. Às vezes será agradável, como uma luz que beija o contra-luz tornando-nos orgulhosos da nossa rota. Outras vezes será cansativo, como acender uma lâmpada que descobre o pó num canto da sala que havíamos decidido nunca limpar.
Peço-lhe apenas uma coisa, antes de virar a página: não tenha pressa em se descobrir, se aceitar, se questionar e, finalmente, se gostar.
Fique na dúvida, fique na fenda, fique até no silêncio, se for preciso.
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Paperback. Etat : new. Paperback. Existe um instante, geralmente de manha cedo ou tarde da noite, em que a casa silencia e o mundo la fora parece ter parado di exigir algo de nos. E nesse instante que nos encontramos diante dele. O espelho.Na maior parte do dia, nos o usamos com distracao. Serve para conferir se estamos em ordem, para ajustar uma dobra da jaqueta, para maquillar um cansaco que nao queremos mostrar. Nos o usamos para confirmar a imagem que decidimos vender ao mundo. Mas ha um momento em que o olho para de deslizar sobre a superficie e afunda. E o momento em que voce para de olhar para o reflexo e comeca a olhar para quem esta por tras dele.O espelho e um limite. E uma superficie fria que, no entanto, devolve um calor assustador: a verdade de quem somos naquele preciso momento, sem os filtros das redes sociais, sem as desculpas que contamos aos amigos, sem as mascaras que usamos no escritorio ou, quando estamos realmente em dificuldade conosco, ate com as pessoas que amamos.Olhar-se no espelho exige um tipo de coragem que nao se ensina na escola, mas que se aprende la onde tudo comeca, quando somos criancas.Quem temos a nossa frente enquanto crescemos e o nosso primeiro espelho; se ele for ausente, nao nos permitira ver a nos mesmos; se for hiperpresente, nao nos permitira olhar-nos a nao ser atraves dos olhos dele, ate que sejamos forcados a faze-lo, talvez muito, muito mais tarde, para parar de sobreviver e comecar a viver. Olhar-se no espelho e a coragem de ficar, de nao desviar o olhar quando notamos uma ruga de expressao que nao conheciamos, o quando os nossos proprios olhos nos devolvem uma pergunta para a qual nao sabemos a resposta.O espelho nao mente, mas tambem nao e cruel; e apenas terrivelmente sincero. Reflete a espessura da nossa substancia, ou a transparencia da nossa ausencia, ou a opacidade da nossa indecisao.Neste livro, o espelho sera o nosso companheiro de viagem. Cada capitulo, cada palavra que voce encontrar, sera um convite para levantar o olhar e confrontar-se com essa imagem. As vezes sera agradavel, como uma luz que beija o contra-luz tornando-nos orgulhosos da nossa rota. Outras vezes sera cansativo, como acender uma lampada que descobre o po num canto da sala que haviamos decidido nunca limpar.Peco-lhe apenas uma coisa, antes de virar a pagina: nao tenha pressa em se descobrir, se aceitar, se questionar e, finalmente, se gostar.Fique na duvida, fique na fenda, fique ate no silencio, se for preciso. This item is printed on demand. Shipping may be from multiple locations in the US or from the UK, depending on stock availability. N° de réf. du vendeur 9798248214075
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Paperback. Etat : new. Paperback. Existe um instante, geralmente de manha cedo ou tarde da noite, em que a casa silencia e o mundo la fora parece ter parado di exigir algo de nos. E nesse instante que nos encontramos diante dele. O espelho.Na maior parte do dia, nos o usamos com distracao. Serve para conferir se estamos em ordem, para ajustar uma dobra da jaqueta, para maquillar um cansaco que nao queremos mostrar. Nos o usamos para confirmar a imagem que decidimos vender ao mundo. Mas ha um momento em que o olho para de deslizar sobre a superficie e afunda. E o momento em que voce para de olhar para o reflexo e comeca a olhar para quem esta por tras dele.O espelho e um limite. E uma superficie fria que, no entanto, devolve um calor assustador: a verdade de quem somos naquele preciso momento, sem os filtros das redes sociais, sem as desculpas que contamos aos amigos, sem as mascaras que usamos no escritorio ou, quando estamos realmente em dificuldade conosco, ate com as pessoas que amamos.Olhar-se no espelho exige um tipo de coragem que nao se ensina na escola, mas que se aprende la onde tudo comeca, quando somos criancas.Quem temos a nossa frente enquanto crescemos e o nosso primeiro espelho; se ele for ausente, nao nos permitira ver a nos mesmos; se for hiperpresente, nao nos permitira olhar-nos a nao ser atraves dos olhos dele, ate que sejamos forcados a faze-lo, talvez muito, muito mais tarde, para parar de sobreviver e comecar a viver. Olhar-se no espelho e a coragem de ficar, de nao desviar o olhar quando notamos uma ruga de expressao que nao conheciamos, o quando os nossos proprios olhos nos devolvem uma pergunta para a qual nao sabemos a resposta.O espelho nao mente, mas tambem nao e cruel; e apenas terrivelmente sincero. Reflete a espessura da nossa substancia, ou a transparencia da nossa ausencia, ou a opacidade da nossa indecisao.Neste livro, o espelho sera o nosso companheiro de viagem. Cada capitulo, cada palavra que voce encontrar, sera um convite para levantar o olhar e confrontar-se com essa imagem. As vezes sera agradavel, como uma luz que beija o contra-luz tornando-nos orgulhosos da nossa rota. Outras vezes sera cansativo, como acender uma lampada que descobre o po num canto da sala que haviamos decidido nunca limpar.Peco-lhe apenas uma coisa, antes de virar a pagina: nao tenha pressa em se descobrir, se aceitar, se questionar e, finalmente, se gostar.Fique na duvida, fique na fenda, fique ate no silencio, se for preciso. This item is printed on demand. Shipping may be from our UK warehouse or from our Australian or US warehouses, depending on stock availability. N° de réf. du vendeur 9798248214075
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