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ESCRITOS JUDAICOS: EDITADO E APRESENTADO POR THEODOR ZLOGISTI - Couverture souple

HESS, MOSES

 
9798263848347: ESCRITOS JUDAICOS: EDITADO E APRESENTADO POR THEODOR ZLOGISTI

Synopsis

Clássico esquecido e urgente, Escritos Judaicos reúne os ensaios em que Moses Hess—pioneiro do socialismo judaico e autor de Roma e Jerusalém—reformula, com vigor filosófico e sensibilidade histórica, a presença do judaísmo na modernidade. Em diálogo com a Revolução Francesa, com a crítica bíblica e com a ciência do século XIX, Hess insiste que religião, ética e vida social não se separam: a fé só se cumpre como justiça, direito e solidariedade. Esta edição traz textos decisivos sobre a unidade do judaísmo em tempos de “anarquia religiosa”, a confiança dos anawim (os humildes) diante das tempestades do presente e uma leitura instigante do Salmo 82, que recoloca a questão do monoteísmo em contexto histórico. Em diversos momentos, Hess conversa com seu livro mais célebre, Roma e Jerusalém, antecipando e aprofundando temas como emancipação política, renascimento nacional e responsabilidade social. Com introdução e organização de Theodor Zlocisti, a coletânea apresenta um Hess ao mesmo tempo polemista e pedagogo: claro, direto, crítico do pietismo estéril e das “reformas vazias”, e confiante de que a regeneração religiosa passa pela reorganização social. Moses Hess (Bonn, 21 de junho de 1812 - Paris, 6 de abril de 1875) foi um precursor do que mais tarde se chamaria sionismo. Foi companheiro de Karl Marx, Friedrich Engels e Ferdinand Lassalle. Em Roma e Jerusalém, Hess argumenta que o “problema judaico” não é apenas religioso ou social, mas nacional. Contra a aposta assimilacionista da Europa do século XIX (“Roma”), ele defende a renovação nacional judaica em Jerusalém — um renascimento cultural, linguístico e ético-social no país de origem, alicerçado em trabalho produtivo (especialmente agrícola), cooperação e justiça social.

Ideias centrais
  • Roma × Jerusalém (metáforas):
    Roma simboliza a civilização ocidental assimiladora (o universalismo imperial/católico, a promessa de cidadania que dissolve identidades). Jerusalém simboliza a vocação histórica de Israel: monoteísmo ético, solidariedade social e vida nacional própria.

  • Diagnóstico de época:
    A emancipação jurídica na Europa não eliminou o antissemitismo moderno; a assimilação cobra o preço do apagamento nacional e não garante segurança nem dignidade coletiva.

  • Proposta de solução:
    Restauração nacional na terra histórica (então sob o Império Otomano), com assentamentos agrícolas, cooperação econômica e instituições comunitárias — uma via nacional e social (o que Hess chama de socialismo ético).

  • Religião e sociedade:
    A religião bíblica cumpre-se como vida social justa; messianismo não é fuga para o além, mas tarefa histórica de liberdade, igualdade e fraternidade.

  • Cultura e língua:
    Reviver hebraico, tradições e educação próprias para reconstruir um centro cultural capaz de irradiar dignidade ao povo disperso.

  • Crítica ao economicismo puro:
    Antecipando debates com socialistas de sua geração, Hess sustenta que classe não esgota nação; há uma dimensão histórica e cultural irredutível.

  • Tom e forma:
    Escrito em forma de cartas, combina erudição, polêmica e apelos práticos — um manifesto para ação nacional com fundamento moral.

Por que o livro é importante
  • Antecipou o sionismo político (antes de Herzl) e influenciou leituras posteriores da questão judaica.

  • Oferece um raro entrelaçamento de tradição bíblica e teoria social, propondo que a regeneração religiosa exige reorganização social.

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